Fui ao show da turnê “Luan City” e te conto todos os detalhes

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O Movimento Country foi assistir ao show de Luan Santana e te conta todos os detalhes do emocionante espetáculo da turnê “Luan City

Luan Santana gravou um novo DVD em dezembro passado, chamado “Luan City“, com um cenário grandioso e muitas parcerias importantes. Agora, o cantor está em turnê nacional com o show que tem o mesmo nome do DVD, e o Movimento Country foi assistir a um dos espetáculos que Luan fez em Curitiba, no último final de semana, e vou te contar tudo o que rolou.

Primeiro de tudo, a ideia era ter uma experiência de fã, sem credenciamento de imprensa ou coisa parecida. Fã que compra ingresso, aguarda ansiosa o dia do show, enfrenta fila na porta do teatro e sente a barriga gelar quando as luzes do palco se acendem e a música começa. Tudo ficou mais emocionante ainda porque, em função da pandemia de Covid-19, eu, sempre rata de show, passei mais de dois anos sem pisar em um teatro. Era a primeira vez desde o começo da pandemia e confesso que o coração acelerou bastante.

Já falei aqui que Luan é bom? Pois é, vou falar de novo, ele é muito bom! Sempre muito afinado, e para sempre vou considerar isso um fator muito importante, pois, afinal de contas, estamos falando de um cantor profissional. O show começa com a lindíssima “Água com Açúcar” e eu já comecei a cantar com a voz meio embargada. As entradas de Luan no palco são sempre criativas, e contam mais pontos pra ele. Fora esse começo, senti falta de mais momentos e arranjos feitos sob medida pra fazer o coração de fã chorar. A pegada mais ágil do show sacrificou as lágrimas.

No início, achei que Luan Santana estava com a energia um pouco abaixo do normal. Talvez estivesse cansado da agenda de shows sempre lotada, e esse era o último da semana. Ou talvez fosse reflexo da trágica perda do cantor Aleksandro, dupla de Conrado, um dia antes, em um acidente de ônibus, que deixa todos os artistas do meio sertanejo bem abalados, e com razão. Mas a empolgação do teatro lotado e com todo mundo cantando todas as músicas a plenos pulmões contagiou o artista. Uma energia surreal!

Pra quem curte as músicas mais recentes, quase todas estavam no setlist, desde “Morena” até as novíssimas “Cigana”, “Abalo Emocional” e a minha queridinha “Ilha“. Luan disse no show que essa é uma das letras mais lindas que ele já escreveu na vida e eu sou obrigada a concordar. Destaque para a super aguardada “Erro Planejado”, parceria muito acertada com Henrique e Juliano. Ficou faltando minha outra queridinha, a “Facilita”, que ele cantou um trechinho à capela e disse que vai colocar no show. Pois é, mais pro final da turnê, se ele voltar por aqui, lá vou eu de novo.

Quem é fã mais raiz e curte muito as antigas, também ficou contente. O pout-pourri com as faixas lá do começo da carreira começa com “Falando Sério”, segue com “Meteoro” e vai até “Você Não Sabe o que é Amor”. Não podem faltar as históricas para a carreira do rapaz, como “Te Esperando”, “Te Vivo”, “Escreve Aí” e “Tudo o Que Você Quiser”, que é a música que encerra o show. Luan já construiu uma carreira consistente o suficiente pra cantar seus grandes sucessos nesse formato mais curto, senão não cabem todas. É emocionante de ver, dá um orgulho no coração de luanete.

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Show “Luan City” é bem mais simples que o DVD

Se você está acostumado a ver os shows grandiosos de Luan Santana e acha essencial toda aquela pirotecnia de luzes e efeitos especiais, talvez se sinta um pouco frustrado. Em termos de produção, esse é o show de Luan com a produção mais simples que eu já fui. Desde “O Nosso Tempo É Hoje”, não perdi nenhuma turnê. O show “Luan City” tem na iluminação o ponto alto de seu cenário, mas não chega perto da grandiosidade do DVD.

Esse tipo de reprodução simplificada já dava as caras no contexto de antes da pandemia, e agora, com tantos artistas puxando o freio de mão nos gastos, é bem compreensível. Eu, como fã quase raiz, senti falta da simplicidade e da beleza das borboletas de papel colorido voando pelo teatro. Algo que já vi acontecer nesse mesmo teatro muitas vezes, e em todos os outros 22 shows de Luan Santana que eu fui na vida.

Mas, é justamente aí que se revela a grandeza do artista. Até hoje não entendo porque tem tanto marmanjo que torce o nariz pra Luan Santana. Talvez a gritaria das meninas ajude a se instalar certo ranço em quem não está nessa vibe, mas em termos de qualidade vocal e musical, não tem razão de ser. Luan mostra que não precisa de muitos recursos de cenário e tecnologia para fazer um bom show. Ele domina o palco todo muito bem, segura bem demais na voz e esbanja carisma. Metade dos top sei lá quanto das plataformas digitais de música não conseguiria fazer um décimo disso.

No mais, saí do teatro sorrindo, com o coração leve de quem começou a matar essa saudade dolorida e represada, após dois anos sem ver de perto os artistas favoritos. Vi ao meu redor uma legião de meninas aos berros, como sempre, mas vi também senhoras de 70 anos e crianças pequenas. Luan Santana agrada da neta à avó. Vi um artista que só cresce em consistência e que ainda se emociona diante do carinho impactante da multidão. Vi, pela vigésima terceira vez, e espero que muitas outras vezes ainda estejam por vir. Ele merece!